sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

SEXTA

HISTÓRIA
(Russo)

Prato de origem russa. Seu nome original é Strogonov. No século XVI, na Rússia, os soldados levavam sua ração de carne, cortada em nacos, em grandes barris, debaixo de uma mistura de sal grosso e aguardente para preservar. Coube a um cozinheiro do czar Pedro, o Grande, que era protegido do general Strogonov, melhorar e refinar a mistura. Com a Revolução de 1917 e a emigração dos russos brancos, a receita chegou a França, onde foi refinada com a colocação do doce de leite, uma vez que a receita normal levava apenas a massa de tomate.
* Fonte: "Comida e Civilização" de Carson I.A.Ritchie

NOTÍCIA
(Que feio)

A morte com um tiro no pescoço do sargento da Brigada Militar (BM) Luiz Ernesto Quadros Mazui, de 39 anos, na madrugada desta quinta-feira, indignou a corporação de Flores da Cunha, na serra gaúcha, mas também revoltou família e vizinhos do suspeito do homicídio, o gesseiro Valdir Garcia de Moura, 41 anos. Após o assassinato, um grupo de PMs teria invadido a residência de Moura e espancado quatro jovens. Um deles alega que foi agredido com um cabo de vassoura no ânus e outro diz ter sido torturado com um saco plástico encobrindo seu rosto. O suspeito fugiu com um de seus 14 filhos.
* Fonte: Jornal o Pioneiro.

DA REDAÇÃO
(Que feio)

É, ao que parece o exemplo do Capitão Nascimento está pegando mesmo. Esse é o tipo do caso, caro Homem do contra, que diferencia a selvageria da ação da polícia que deve ser comemorada. Isso não é confronto, é desvio de conduta. Quando, em confronto, um PM mata um bandido eu me sinto no direito de comemorar. Quando é dessa forma, eu só posso lamentar. E de fato lamento.

2 comentários:

Taise disse...

Muito feio. Muito triste.

Homem do Contra disse...

Eu também lamento.

Muito.

Geralmente quando se tem morte de PM a represália é brutal. Eu entendo, mas não concordo. è tipo de situação que explica, mas não justifica.

Quanto às mortes em confronto, eu disse naquela acalorada discussão que entre a vida de um policial ou a de um bandido, que prevaleça a vida do justo e nisso, evidentemente que concordamos.

O problema, ao meu ver, é definir confronto e, superada a definição de confronto, definir a necessidade de se matar alguém.

Sempre que ao final tivermos bandidos presos e policiais fisicamente integros, com certeza não houve necessidade de se matar alguém (QUE BOM), mas aí já aconteceu, é facil julgar.

Esses policiais que usaram as técnicas Bope de tortura haverão de ser processados e julgados. Dentro de sua lei militar que, ao contrário do que muita gente pensa, é bem mais severa do que aquela que se aplica as pessoas comuns.